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NOITES EM CLARO, DIAS NO ESCURO

  • Foto do escritor: Cristyane Alves
    Cristyane Alves
  • 15 de jul. de 2021
  • 1 min de leitura

Eu estava a vagar pela estrada sombria,

Todos os dias nublados, cinza por todo lado.


Eu não me importava com nada,

Nem das cores eu lembrava.


O silêncio que a tempos me acompanhava,

Fazia do vazio uma valsa, e eu dançava.


Passos demorados,

O tic-tac do relógio não passava.


Mas nem com isso eu me preocupava,

Já que o tempo para mim não mudava.


Sem esperanças, nem sonhos,

Sem nada, já estava acostumada.


Caminhava sozinha,

Mesmo estando rodeada.


E o cantar dos pássaros de madrugada,

Só atormentava, e o sono onde estava?


Há dias não dormia,

Mas isso eu nem pretendia.


Vagar na minha mente,

Era tudo o que eu menos queria.


Cristyane Alves

 
 
 

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